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Corte nos atestados médicos: Trabalhadores da Agrovêneto JBS paralisam atividades hoje

28/08/2013

Em protesto pela não aceitação e corte nos atestados médicos, os trabalhadores da Agrovêneto JBS de Nova Veneza deverão paralisar atividades na troca turno das 14h as 16h de hoje (28). O fato é que o Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Alimentação (Sintiacr) de Criciúma e região recebeu nas últimas semanas, inúmeras denúncias de trabalhadores relatando que os médicos da empresa não estão aceitando os atestados médicos emitidos por especialistas e, em alguns casos, quando aceitam cortam os dias pela metade. Segundo o presidente do Sindicato, Célio Elias, conforme Lei, para terem esses procedimentos, deve prescrever por escrito ao paciente o motivo da mudança. O sindicalista disse ainda, que os trabalhadores citaram o péssimo tratamento dado por eles na hora da consulta ameaçando levar o caso ao Ministério Público. Os funcionários reclamaram também da mudança nos EPIs por equipamento de qualidade inferior colocando em risco a saúde dos trabalhadores entre outros problemas. Para buscar solução aos problemas, a direção do Sindicato solicitou reunião com a administração da empresa realizada no dia 16 de agosto. No encontro foram feitos vários acordos com o Sindicato e entre eles, à questão dos atestados médicos. Nesse item foi definido que se os médicos negassem ou cortassem atestados de outros profissionais seria obrigado a fornecer ao trabalhador, por escrito, o motivo que o levou a mudar o que foi prescrito pelo médico que atendeu o trabalhador. Desde que essa a gestora assumiu a agroindústria, as denúncias de tentativa de retirada de direitos dos trabalhadores e demais situações vem preocupando o Sindicato, explica o sindicalista. “Desta vez, após recebermos informações de que o problema dos atestados continua e o acordo não foi cumprido estamos mobilizando a categoria para essa paralisação. Não podemos permitir que a empresa mantenha os abusos com os trabalhadores, fazendo-os passarem por essa humilhação e falta de respeito pela na hora de sofrimento”, pondera Célio.
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